Onde comprar "Os meninos da Rua Beto"



Divirta-se com um livro diferente de todos os que você já leu!

"OS MENINOS DA RUA BETO"

acesse:

http://inquietovagalume.blogspot.com.br/p/os-meninos-da-rua-beto.html

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terça-feira, 29 de julho de 2014

O estranho bolo que sangrou - "Os meninos da rua Beto"

Imagem: http://loveswah.com
O que poderia explicar este fato extraordinário?!

A festa de casamento transcorria em clima de paz, alegria e fraternidade, mas de repente...

Aquele lindo e inocente bolo transformou-se em fonte de terror e medo!!!

Por que teria sangrado o bolo de casamento?

Que bruxaria era aquela?

Que terrível vingança estaria sendo perpetrada?

Quais foram as consequências desse ato de pura maldade?

Os culpados foram descobertos?
Ou não?
Foram castigados?
Ou não?!

Descubra a solução deste mistério em

"Os meninos da Rua Beto"

LANÇAMENTO: 23a BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO
Estande da Editora Scortecci - Avenida 1, Rua J
30/08/2014 - sábado - das 13h00h às 15h00h

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O ataque da batata mutante

Era uma vez um ET que morria de vontade de comer batata frita.
Os seres humanos abduzidos, levados lá para o seu planeta, viviam dizendo que sentiam muita falta de batata frita. Por isso o extraterrestre chegou à conclusão de que só podia tratar-se de algo muito delicioso. A curiosidade foi aumentando e ele resolveu obter esse alimento dos deuses durante a sua próxima missão na Terra.
Infelizmente o comandante da nave não o deixou sobrevoar nenhuma lanchonete devido ao perigo de o ovni (Objeto Voador Não Identificado) ser visto por alguém. Porém esse ET era muito espertinho, e aproveitou a chance quando o comandante ordenou que fossem a uma plantação a fim de fazer alguns “crop circles”. Então ele deu um jeito de sobrevoar justamente uma plantação de batatas. O seu plano era abduzir algumas e fritá-las sobre a carapaça de uma válvula Klystron na casa das máquinas da nave.
Pena que não deu certo. Na horinha em que o raio abdutor havia sido acionado, o comandante apareceu e perguntou, demonstrando grande irritação:
― XVBUTPWQ!!! O que você está fazendo com esse raio abdutor ligado?? Desligue já! Nós não vamos abduzir ninguém desta vez! Não leu o plano da missão?
O pobre XVBUTPWQ, muito decepcionado, desligou o raio. Mal sabia ele que já havia atingido uma planta, a qual fez um breve movimento ascendente mas logo caiu de volta. Até aí tudo bem. O problema é que o DNA do pé de batata havia sido alterado pela ação do raio.
Dias depois, quando todos os ufólogos da região já haviam examinado aqueles “crop circles” e ido embora finalmente, para alívio dos agricultores, as batatas puderam ser colhidas. A planta com DNA modificado produziu uma única, bem grande e lisinha, que foi colocada junto com as demais no depósito.
Porém uma coisa estranha aconteceu de madrugada! A batata mutante criou dois bracinhos, duas perninhas e abriram-se em sua “cabeça” dois olhos e uma grande boca.
Ela sentou-se, olhou em volta e gritou:
― Levantem-se, suas estúpidas! Vamos dominar o mundo!
As suas colegas não fizeram nada. Ficaram lá paradas, como se fossem um monte de... batatas!
A mutante ficou exasperada. Deu uns chutes naquelas mais próximas, atirou outras lá do alto do monte, gritou e berrou, mas não conseguiu ser ouvida. Por isso tomou uma decisão radical:
― Não querem fazer nada, suas idiotas? Vão ficar aí para serem devoradas pelos humanos? Já que é assim, eu vou sozinha vingar a nossa raça!
Nesse instante ela começou a crescer, a crescer, e transformou-se em uma batata monstro. Quebrou a parede do depósito e foi embora em direção à cidade. Estava a fim de devorar alguns humanos, por isso tomou o rumo da lanchonete de “fast food” mais próxima.
Enquanto ia andando pela estrada, os motoristas dos carros, ônibus e caminhões, muito assustados, batiam uns nos outros, aceleravam tentando fugir, alguns desmaiavam, e uma grande bagunça se estabeleceu. Alguém com mais presença de espírito telefonou à polícia avisando sobre o grande perigo prestes a se abater sobre a cidade.
Nesse meio tempo a batata monstro avançava com alguma dificuldade porque os bombeiros já estavam jogando jatos de água sobre ela, tentando detê-la. Apesar de tudo, não perdia a prosápia:
― Isso mesmo, humanos estúpidos! Eu adoro banho de água fria!
E continuava em frente, devagar porém resoluta. Ao atingir o centro da cidade os aviões da força aérea já a sobrevoavam.
― Pare onde está, batata monstro, ou seremos obrigados a jogar uma bomba sobre você!
Ela olhou para cima, fez um gesto obsceno na direção dos aviões, e continuou seu caminho.
Não tiveram escolha. Jogaram o projétil sobre a batatona. Numa demonstração de que não estava nem aí, ela abriu a enorme boca e simplesmente o engoliu. Depois ainda deu uma lambida nos beiços e disse:
― Delicioso! Quero mais!
Pobre e infeliz tubérculo. Toda aquela arrogância não lhe serviu de nada. Assim que chegou à sua barriga, a bomba explodiu.
O que aconteceu em seguida? Uma grande quantidade de batata frita voou em todas as direções. Uma nuvem de batata frita obscureceu o céu. Começou a chover batata frita e o povo correu a fim de recolher a maior quantidade possível.
― Batata mutante é muito mais gostosa, diziam todos.
O entusiasmo era tanto que ninguém percebeu um ovni parado logo acima do local da explosão. E ninguém ― nem mesmo o comandante ― reparou quando um bracinho longo se espichou para fora da janelinha redonda, e uma mão cinzenta com três dedos muito compridos catou uma bela porção de batata frita. 

Imagem: http://cryptid-creations.deviantart.com

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O gatinho Mimi

Aos dez anos de idade Luizinha nunca tivera um bichinho de estimação. De pelúcia sim - às dezenas - mas nunca um bichinho de verdade. Por isso ficou tão eufórica quando apareceu em seu jardim aquele gatinho perdido. Era todo pretinho, de olhos azuis, o animalzinho mais lindo do mundo.

Seus pais esclareceram quais seriam suas responsabilidades caso adotasse o gatinho, e ela aceitou todas. Colocou-lhe o nome de Mimi e passou a paparicá-lo incessantemente, com entusiasmo quase obsessivo. O gato deixava-se paparicar, dando apenas breves escapulidas quando se cansava do apego exagerado.

Tal situação não durou muito, porém. Luizinha teve uma terrível decepção com Mimi poucos dias após sua chegada. Estavam no jardim quando uma barata veio da rua e passou perto deles. A menina deu um grito, mas Mimi foi atrás e abocanhou o bicho. Para o completo horror de Luíza, não apenas abocanhou como também comeu o inseto asqueroso.

Ela correu para a casa chorando e gritando. Contou o que tinha acontecido e disse que nunca mais queria ver Mimi na sua frente. O pai explicou-lhe que não havia nada de anormal no comportamento do gato, era assim mesmo que acontecia, os animais não têm noção das coisas e não se pode esperar deles o que se espera de seres humanos.

A menina não quis saber de nada, só queria se ver livre daquele gato nojento. O pai pegou Mimi, levou embora, e nunca foi perguntado sobre que destino havia dado ao gatinho.

Luíza cresceu e tornou-se uma mulher bem sucedida, mas ainda não se realizou afetivamente. Parece que não tem sorte no amor. Seus relacionamentos são breves e insatisfatórios. Quanto tenta lembrar de alguma paixão verdadeira em sua vida, só lhe vem à mente uma pessoa...

Ele era médico recém-formado. Tinha horários de trabalho muito longos, o que dificultava as coisas. Mas gostava de Luíza e fazia o possível para estar com ela.

Uma vez ele ligou e disse que não podia vê-la. Estava saindo de um plantão de vinte e quatro horas. Não tinha condições de ir visitá-la. Ela achou um absurdo, queria vê-lo e não admitia ficar sozinha aquela noite.

Ele foi, mas estava com uma aparência péssima, o que irritou a moça. Mais irritada ficou porque ele lhe respondia com monossílabos, embora procurasse sorrir e manter focalizado o olhar. Logo adormeceu no sofá, demonstrando total desconsideração. E, horror dos horrores, começou a roncar! Quando se aproximou para acordá-lo sentiu cheiro de suor. Foi tomada de grande repugnância e percebeu a impossibilidade daquele relacionamento. Acabou assim aquele namoro.

(Coisa mais estranha... sempre que pensa nele vem junto a lembrança do gatinho Mimi... Deve ser porque os dois tinham olhos azuis.)

Imagem: http://www.zastavki.com

domingo, 27 de julho de 2014

Dize-me onde moras...

Seu Lúcio é um homem de meia-idade, trabalha como taxista e está quase se aposentando. Não sei como andam as suas ideias hoje em dia, mas quando jovem ele tinha muitas opiniões e, principalmente, muitas certezas.

Uma dessas convicções era a de que a aparência conta, e conta muito. De tal forma que pode-se fazer juízo de valores e até prognósticos com base na aparência da pessoa ou do local onde mora ou trabalha.

Lá na rua do bairro onde ele vivia as casas não eram bonitas, com exceção de uma única. Todas as outras classificavam-se em moderadamente feias, bastante feias ou passáveis. O destino dos indivíduos, segundo Lúcio, ligava-se diretamente ao estado de suas residências, já que a personalidade das famílias - empreendedoras ou acomodadas ou explicitamente preguiçosas - revelava-se em suas fachadas.

Uma dessas casas, enquadrada na categoria das moderadamente feias, abrigava um ex-seminarista que, tendo desistido de ser padre, planejava agora seguir a carreira de engenheiro. A família era grande, todos trabalhavam e apoiavam o sonho do jovem.

Um dia o Lúcio, subindo a rua em companhia de um colega, apontou para lá e disse, com um sorriso de pouco caso: “Seja sincero, você acha que dessa casa vai sair um engenheiro?”

O colega não respondeu nem que sim nem que não, já que ele próprio tinha sonhos não menos audaciosos.

O tempo passou, o ex-seminarista tornou-se engenheiro. Lá no final da rua, uma mocinha cuja habitação era bastante feia, virou bióloga. O colega mencionado acima formou-se em física nuclear.

Esqueci de dizer que a casa de Lúcio não era feia nem bonita, era passável.

Imagem: http://almaacreana.blogspot.com.br

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Passeio à tarde


          Vamos andando pela alameda enquanto ele me conta, com segurança e tranquilidade, o seu estilo de vida. É um senhor idoso mas de porte elegante, com voz firme e suave. Pelo seu modo de falar fica evidente que tem cultura.
           “Eu moro em uma unidade residencial muito satisfatória. Fica no centro de uma área verde. No entorno, a vegetação é baixa. A altura da vegetação é proporcional à distância da residência, indo da grama rasteira próxima à porta de entrada aos arbustos floridos de porte médio, no limite do jardim. Para além, o bosque típico de região temperada, nem muito denso nem muito alto. Não há espécies animais nessa região, apenas pequenos pássaros e borboletas.”
          Eu demonstro interesse:
           “Não fica muito isolada, essa residência?”
           “Sim, mas a unidade é autossuficiente. Tem fonte de energia própria, que abrange as modalidades eólica, geotérmica e solar. A fonte de água fica ali mesmo na propriedade, com purificação automática acoplada, incluindo o aproveitamento da água da chuva. O processamento de resíduos também é automatizado e totalmente eficiente.”
          Fico curiosa e quero saber mais:
           “Deve dar muito trabalho manter tudo isso funcionando. O senhor tem empregados?”
           “Não tenho empregados. Para o funcionamento pleno de todo o aparato é necessário apenas fazer manutenção a cada cinco meses, quando também é substituída a bateria de emergência e renovado o estoque de alguns tipos de alimentos. A maioria dos recursos nutricionais eu mesmo cultivo nas cercanias da unidade.”
          Não consigo deixar de elogiar:
           “A descrição que o senhor me faz é admirável. O local me parece um paraíso.”
           “É o meu paraíso. Pretendo voltar para lá em pouco tempo. Assim que terminar os assuntos que requerem a minha atenção por aqui.”
          Nessa altura já estamos de volta à casa onde ele está hospedado. Vem nos encontrar, toda sorridente, uma das auxiliares de enfermagem:
           “Foi bom o passeio, professor? Está uma tarde muito bonita, não? Agora é hora de jantar. Vamos lá?”
          O professor vira-se para mim, estende a mão e se despede:
           “Obrigado pela companhia, doutora. Foi muito agradável a nossa conversa.”
           “Para mim também, professor. Amanhã nos vemos outra vez.”
           “Assim espero. Boa noite.”
          E lá se vai ele ao lado da auxiliar de enfermagem. Professor de engenharia. Sua mente não resistiu à perda do filho. Que bom ele ter construído uma unidade residencial tão perfeita e confortável naquele local maravilhoso, com flores, pássaros e borboletas. Seu paraíso particular. Para onde voltará após o jantar, assim que for levado ao seu quarto de dormir, nesta casa de repouso.
Imagem: http://www.independent.ie

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Barquinho furado - "Os meninos da rua Beto"

Ilustração: João Paulo Cabral Teixeira

O que terá acontecido a esses dois jovens sem noção do perigo que saíram da periferia da zona leste de São Paulo e foram à represa de Guarapiranga (do outro lado da cidade) escondidos dos pais?
E que navegaram em uma canoa furada, e ainda acharam legal?
Saíram vivos da aventura? Ou não? Os pais descobriram a traquinagem? Ou não? Os meninos levaram umas boas palmadas? Ou não?
Descubra o final deste emocionante episódio, baseado em fatos reais, em "Os meninos da Rua Beto"!

LANÇAMENTO: 23a BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO
Estande da Editora Scortecci - Avenida 1, Rua J
30/08/2014 - sábado - das 13h00h às 15h00h

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